Mônica speaks español!

julho 22, 2010

Há algum tempo este post estava nos meus rascunhos. Tinha até esquecido!

Outro dia estava passando na banca e encontrei esses exemplares do gibi mais conhecido. Já tinha ouvido falar nessas versões em inglês e espanhol da turma da Mônica, mas ainda não tinha visto para vender. Aparentemente, não é muito fácil encontrar.

Mas achei muito interessante. Alguns nomes dos personagens principais receberam um retoque para melhor adaptação, enquanto outros mantiveram sua forma original.

Mônica: Monica (inglês); Mónica (espanhol);

Cascão: Smudge (inglês); Cascarón (espanhol);

Cebolinha: Jimmy Five (inglês); Cebollita (espanhol);

Magali: Maggy (inglês); Magali (espanhol).

Outras personagens também merecem se mencionados:

Franjinha: Franjito (espanhol);  

Do Contra: Contreras (espanhol); Nick Nope (inglês);

Humberto: Hummer (inglês).

Entretanto, o mais interessante é realmente a abordagem linguística, que destaca o traço da oralidade. Afinal, essa é uma característica das histórias em quadrinhos. É possível encontrar expressões que comprovam essa marca oral, como as próprias contrações, tão recorrentes no inglês.

Ah! E as características dos personagens também foram adaptadas, como a troca do “R” pelo “L” do personagem Cebolinha. Na versão da língua inglesa, Jimmy Five troca o “R” pelo “W”.

A utilização dessas novas versões dos quadrinhos é um ótimo instrumento para professores de línguas e, claro, para quem quiser aprender e se distrair ao mesmo tempo. Ao final de cada número, a revista traz um glossário de algumas palavras utilizadas nas historinhas traduzidas nas duas versões.

Clique para aumentar a imagem.

Para quem estiver interessado, além dos números vendidos nas bancas, é possível ler algumas tirinhas no próprio site da Turma da Mônica.

Fica a dica!

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Saco vazio não para em pé.

julho 2, 2010

  

Quem escreve, por diversão ou trabalho, sabe como é difícil manter a produtividade textual. Passar por uma época de seca não é novidade. Falta de tempo, de ânimo, de ideias.

Entretanto, saco vazio não para em pé. Dias, semanas, meses sem escrever só agravam o problema. As poucas ideias que surgem parecem não ser merecedoras de um texto. O tempo torna-se mais importante para  outras questões. E o ânimo?! Ah, esse bateu em retirada depois que a dona preguiça tomou conta de tudo e mudou os móveis de lugar.

Mas não iniciemos ainda o velório. Se o corpo reage e luta pela sobrevivência, por que não lutaria para saciar essa sede verbal? O primeiro passo para a volta é difícil e árduo. Traz a insegurança de principiante novamente. Mas é assim, fortificando-se a cada palavra, frase e parágrafo, que ele surge preenchendo um pouco desse saco já não mais de todo vazio.


Qual a sua palavra?

maio 28, 2010

 

Certo dia, estava lendo um capítulo de Comer, rezar, amar e me deparei com essa pergunta. Em determinado capítulo, a autora apresenta uma discussão com um amigo sobre as características que definem os habitantes de Roma, as quais ela não se enquadra. Então ele responde: “Talvez você e Roma só tenham palavras diferentes.”

A teoria, muito interessante, consiste na existência de uma palavra que define a cidade, que identifica os seus habitantes. E, consequentemente, cada pessoa teria uma palavra que também a define. Uma palavra que está sempre presente no pensamento de cada um. E para enquadrar-se em um meio, a sua palavra tem de combinar com a dele.

Bonito isso. Complexo também. Claro que comecei a me questionar. Primeiro sobre qual seria a palavra da minha cidade. Segundo o amigo de Elizabeth Gilbert (a autora), a palavra que define Roma é SEXO. E, para ela, CONQUISTAR seria a palavra de Nova York. Não consegui chegar a uma palavra para Brasília. Minha cabeça só pensava em uma entrevista com os habitantes brasilienses que certamente diriam, em sua maioria, CORRUPÇÃO. Não concordo ou não aceito. Talvez a minha palavra seja diferente.

Cheguei a pensar que esta cidade poderia compartilhar a palavra CONQUISTAR, afinal muitos buscam aqui uma oportunidade. Então, lembrei que esta é a minha cidade, mas essa definitivamente não é minha palavra. Alguém está com a identidade errada. Pensei melhor. BUSCA! Acho que se encaixa bem para mim e se adapta melhor a essa realidade da cidade das oportunidades.

Mas não acho que a palavra deve ser definitiva. Afinal, nós também não somos completos, certo?! Difícil escolher apenas um vocábulo que consiga ser sua identidade. Talvez seja mais fácil encarar como um cartão de apresentação, que pode mudar de acordo com as suas realizações.

Mas e você, sabe qual a sua palavra?


Até que a morte os resolva!

abril 26, 2010

Odeio coisas mal resolvidas. Elas te perturbam por toda a vida, mesmo que de maneira gradativa. Às vezes tiram um descanso, longas férias. Você até pensa que aqueles probleminhas passados não vão mais ocupar sua cabeça, mas…

Problemas mal resolvidos servem para isso mesmo. Um dia como outro qualquer. Os afazeres cotidianos de sempre. E, de repente, você relembra aquele problema passado. Começa a pensar nos motivos que o originaram e nas razões que não o deixaram morrer. Nascer, crescer, desenrolar-se e resolver-se: trajetória de vida de um problema. Mas até nesse mundo existem aqueles que não aceitam o fim e tentam burlá-lo.

Mas acho que um dos grandes motivos que levam a esses problemas moribundos é falta de comunicação entre os reais envolvidos. Nada contra desabafos e conselhos. Mas se estes não seguem o curso para a resolução dos problemas, não me parecem ter sentido.

Ora! Se os envolvidos conversam com amigos, familiares, cachorro e papagaio, mas nunca chegam ao diálogo entre si, acabamos de criar uma saída para os problemas que não aceitam seu fim. E com isso também temos de arcar com as conseqüências: a eterna divagação sobre os possíveis destinos desses moribundos problemas.


A hora do buquê…

abril 19, 2010

Do site casarefacil.blogspot.com

Uma das horas mais esperadas em um casamento. Vários motivos levam diferentes mulheres a reunirem-se em uma disputa por esse objeto.

Enquanto as mais românticas correm por um símbolo, as supersticiosas participam de um ritual que trará um marido. Existem ainda aquelas que entram pela brincadeira, pela diversão. Paralelamente a elas, as que são pressionadas a entrar na brincadeira. Estão em sua mesa, abaixando a cabeça, tentando se esconder entre os cabelos. ELA é um misto de todas essas mulheres.

Não há escolha. Todas as mulheres oficialmente solteiras têm de entrar na roda.

É chegado o momento. Com um fundo musical descontraído, a noiva inicia a contagem. Agora, mesmo as que não queriam entrar na brincadeira sentem uma atração pelo objeto floral. Assim também se sente ELA.

 1…2…(3)? Não, era apenas um teste. De novo: 1…2…3!

Quem é a sortuda? Hum… O jogo será feito novamente. A tal sortuda não poderia ter participado por falta de um requisito: a idade. Menos de 12 anos é complicado. Ok! Dessa vez vai! 1…2…3!

ELA chega perto. As pétalas chegam a tocar os dedos. Não era sua vez. Mas foi divertido.

Hora de deixar a festa. No caminho, ELE para em frente ao arranjo da entrada. Retira uma rosa e entrega a ELA. Foi o melhor buquê que poderia ter ganhado. 


Som Comunitário

abril 16, 2010

Mais um dia de estudo e trabalho. Após a aula, o mesmo caminho de sempre até a parada de ônibus. Este sempre contendo seus diversos passageiros. Coloco os fones de ouvido para melhor me distrair no meio da correria cotidiana. Algum tempo depois, um barulho externo chama minha atenção.

Libero os ouvidos e tento entender o que está acontecendo. Afinal, de repente sinto como se estivesse em uma boate com som de baixa qualidade. Como isso não é possível, observo, analiso e descubro.

Lá, no fundo do ônibus, nas últimas cadeiras, um ser com o equipamento acústico (antigo aparelho celular) em mãos. Provavelmente imaginando-se em um clipe de hip hop, em que as passageiras começariam a dançar para ele em meio a bocas e olhares. Única explicação para entender tal atitude, afinal fones de ouvidos não são tão caros.

O difícil é voltar a escutar sua própria música sem ter de aumentar o volume uns três pontinhos. Consequência da nova moda, que antes atingia apenas o campo dos automóveis próprios ao lado do seu em sinais de trânsito. O som comunitário nada mais é que uma ironia para descrever tamanha solidariedade.


Quem disse que coisas materiais não têm valor?

abril 5, 2010

 

Não sei quem começou essa frase, mas ultimamente percebi que é uma enorme mentira. Calma! Ainda não precisa atirar pedras. Não estou dizendo que família, amigos, amor e saúde não sejam mais importantes, apenas que as coisas materiais também têm seu valor. E não me refiro ao valor monetário do objeto.

Imagine a situação: Uma semana longa de trabalho, estudo, correria… Final de semana no shopping, olhar vitrines, experimentar roupas e, ao final, levar um par de sapatos. Vai me dizer que não sente uma felicidade e uma recompensa pelo seu árduo trabalho?!

E quando se quita as prestações de um carro?! Isso não tem um enorme valor?

E um sapato ou celular não são tão diferentes de um carro nesse caso. Até porque, às vezes, o carro seria maravilhoso, mas não é acessível. Todos vivem de trabalhar (ok, nem todos) e realizar suas vontades, sejam elas sapatos, bolsas, livros, carro ou viagens. Isso significa que cada um desses objetos carrega sim um valor. E um valor individual, pessoal, até mesmo íntimo!

O que explica o porquê escolhemos bem o presente de quem gostamos e ficamos ansiosos pela reação. A recíproca também é válida. Afinal, quando se ganha esse tipo de presente, este se transforma em uma valiosa lembrança.

Ou seja, a aquisição de coisas materiais não é sinônimo de futilidade. Pelo menos não sempre. Há que se dar o valor a esses objetos tão especiais.

E sim, esse post é uma mescla de desabafo e justificativa pelos gastos que meu bolso anda sofrendo.